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quarta-feira, 6 de julho de 2022

Seara Espírita

Dr. José Francisco de Souza
Distorcendo a verdade, tentando dessa maneira impossibilitar o êxito das pesquisas, os inimigos do Espiritismo estão a quem dos conhecimentos da filosofia codificada. Os sintomas da  iniciativa dos dirigentes da Seara, tiveram resultados positivos. O "Amor e Caridade" vem se afirmando de acordo com os preceitos da doutrina. Seu aprimoramento se consubstancia não só na difusão das obras de ALLAN KARDEC, sobretudo no que se relaciona com assistência social. Isso tem tido grande reflexão. Ambiente descontraído e simples. Soberania e humildade de um apostolado de amor ao próximo, o império de solidariedade humana se acentua.

Nesse passo cheio de ternura esteve em Garanhuns, pelo seu patrocínio, no domingo transato, uma caravana de valorosos e dedicados instrumentos das revelações dos Espíritos. Entidade médica de alto porte no mundo da espiritualidade, receitou muitas pessoas doentes. O trabalho foi exaustivo. Desde às sete horas da  manhã do domingo e prolongou-se, em atendimento, até as primeiras horas da madrugada de  segunda-feira. A técnica operatória  inspirava confiança e muitas dores desapareceram como por encanto. Mais uma esperança nasceu nos corações cheios de fé. O mundo mental dos presentes vibrou em sintonia com o ambiente, para este fim preparado. Criaturas de todas as crenças religiosas sentiram as mesmas vibrações ao lado do seus irmãos espíritas. Em todas as nossas atividades, neste mundo, a morte sempre está em nossas cogitações. O problema de coordenação mental consistia no estado de saúde de cada paciente. As consequências do resultado era sob o domínio do silêncio. A força do pensamento positivo aproxima os homens dentro do universo de  cada um. O que existe por trás dessa realidade moral, é muito importante. O desempenho de qualquer sistema é determinado por  certos fatores internos. Devemos estar apercebido dessa verdade: "O Reino de Deus habita dentro de nós".

O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma palavra do alfabeto divino. Estão atentos, pois  que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas, o seu  verdadeiro patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que conduz o homem, ao condu-lo à conquista do ser transfigurado. O  sangue resgatou o Espírito e este tem hoje que resgatar o homem da matéria é um princípio da lei do amor universal. Todos terão  de alcançá-lo. Os tempos estão chegados. Já no limiar do terceiro milênio. Sente-se a felicidade, dessa realidade maravilhosa.

A diversidade da maneira de  sentir essas circunstâncias diferentes, resulta mesmo de uma lei, e da assimilação e da repulsão dos fluídos. O pensamento benévolo nos envolve num agradável eflúvio. O mesmo se dá com o que, o mundo moral, se eleva acima da solidariedade e da fraternidade universais. Essa lei tem que se cumprir. A sua violação, transforma o homem e o conduz à regressão da origem de sua espécie. Perde a sua humanidade material. Torna-se escravo das potências do mal. Das guerras, que aniquilam a alma de  todos os continentes. Nesse sentido, as provas são irreversíveis. A  implacável expiação determina integral cumprimento da pena, até o último ceitil. Só o amor conduz o homem pelos caminhos luminosos da paz. É muito simples: "A  paz seja convosco". É a saudação do meigo Nazareno.

Amar, no sentido profundo do termo, ensinam os Espíritos: é o homem ser leal, probo, consciencioso, para fazer aos outros o  que queira que estes lhe façam. É considerar-se como filho da  grande família humana. Assim todos os homens conhecerão o valor da liberdade. Poderão viver no ponto mais alto da vida espiritual, onde o amor domina em  sua plenitude. Não pode a alma elevar-se às alturas da região celeste, senão pelo devotamento ao  próximo. Somente os arroubos da caridade encontra-se a consolação. O Espiritismo é doutrina de  consolação - porque conscientiza o homem das causas  de seu  sofrimento. Por isto um dos nossos poetas, já desencarnado vivendo no mundo das harmonias disse: "A riqueza estivera nas minhas mãos e eu era pobre como os olhos dos cegos". O importante não é ser rico, nem ser cego, é saber enxergar os semelhantes com os olhos do ESPÍRITO.

Dr. José Francisco de Souza (foto) | Advogado, jornalista e historiador | Garanhuns, 21 de fevereiro de 1981.

Frase do dia

"Milagres acontecem a quem acredita neles." (Bernard Berenson [1865-1959], crítico americano).

Reflexão

"É necessário que todos tomem consciência de que o planeta é nossa casa e que temos de cuidar dela. Não é  mais possível continuar com a poluição que contamina a Terra e a Atmosfera, a  sujeira que ameaça o Mar e a  desatinada destruição das matas. Essa loucura tem de parar. Basta!" (Professor Cláudio de Castro).

Nascido no Recife, em 1933, Cláudio de Castro ministrou, como professor titular, as disciplinas de Mineralogia e de Petrografia nos cursos de História Natural e Geografia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e, na UFPE, onde ingressou em 1959, ensinou Mineralogia, Geologia e Engenharia de Minas. Na Universidade, além das atividades de ensino e pesquisa, exerceu a chefia do Deminas em vários mandatos e a coordenação da Cecine por 19 anos. 

O professor Castro realizou vários cursos em nível de especialização e aperfeiçoamento, visitas técnicas; tendo também participado de inúmeros congressos no Brasil e exterior, onde teve a oportunidade de apresentar várias comunicações científicas. Em periódicos e revistas brasileiras e internacionais publicou mais de 70 trabalhos. Autor do livro Inquietude - A existência humana contradições - ambiguidades - tragédia - Reflexões.

História de Garanhuns

Antônio Alves Vilela - Vizinho de Tavares Correia na Rua do Recife, proprietário de uma serraria na Rua do Jatobá, com especialidade na confecção de móveis - mesas, cadeiras, guarda-roupas e material de construção de casas. No lar a esposa Isabel e a meninada que estava a surgir na década de 1930. Tem-se - Adalberto, durante vários anos, fabricando vinho de jurubeba, casado com Alzira Brito; Alba casada com Nelson Lopes, Aldira matrimoniou-se com Pedro Inácio de Melo, Arnaldo tendo por esposa Benemérita de Barros, Aurides cuja esposa foi Iolanda Maria (Fonte: Os Aldeões de Garanhuns | Alberto da Silva Rêgo | 1987).

História de Garanhuns

Alfredo Leite Cavalcanti
Alfredo Leite Cavalcanti*

Educação no final do século XIX e início do século XX - Apesar do interesse por nós empregado não encontramos dados que nos esclarecessem a maneira de como alguns dos nossos primitivos povoadores conseguiram a instrução para alguns  dos seus filhos que assim puderam exercer cargos públicos e até interpretarem leis e advogar.

Levando em conta a raridade de documentos primitivos assinados pelos interessados, sem usarem o sinal da cruz, calculamos que de cada mil, cinco ou seis pessoas aprendiam as primeiras letras e assinar os seus nomes. Entretanto, se pode presumir, que a instrução nas primeiras letras foi aos  poucos ganhando difusão por intermédios daqueles advogados por se constar o respectivo lecionamento em 1820, pelo advogado Estevam Soares Leitão de Albuquerque.

Através das buscas, nada se encontrou sobre a existência de escolas mantidas pelos poderes públicos, antes do curso primário para o sexo masculino, existente em 1878,  a cargo do professor Manoel Clemente da Costa Santos. Para o sexo feminino, só temos conhecimento de escolas a começar em 1884, quando de Quipapá foi para aqui removida a professora dona Liliosa Silvina de Oliveira e Silva, já então casada com o Capitão Napoleão Marques Galvão. Com verdadeira dedicação à causa, durante anos, dona Liliosa aqui exerceu o magistério proporcionando ótimo aproveitamento às suas alunas, e até despertando-lhes vocação pelo ensino, como aconteceu com dona Elisa Coelho, que, atualmente contando 83 anos de idade preza-se de haver sido uma das suas discípulas.

Pouco anos depois de concluído o curso primário, dona Elisa Coelho, embora não o fizesse por necessidade de manutenção, visto ser de família suficientemente abastada, porém impulsionada por amor à causa, criou uma  escola mista particular, na qual empregava os mesmos métodos da sua professora, isso fazendo durante os trinta e oito anos que a isso se dedicou. Lecionou o curso primário a mais de dois mil alunos, muitos dos quais são hoje portadores de títulos e ostentam anéis simbólicos.

A seguir, vamos relembrar a memória do professor Arthur Brasiliense Maia, com a transcrição na íntegra de um trabalho seu publicado no "Álbum do Município de Garanhuns que, por iniciativa da Abdísio Vespasiano e Álvaro Lemos, foi editado em 1922, em comemoração ao primeiro centenário da Independência do Brasil:

"A INSTRUÇÃO EM GARANHUNS"

Pelo professor Arthur Maia

"Por demais espinhosa é a difícil tarefa a que nos propusemos dizer sobre a nossa instrução primária e secundaria, pública ou particular. Não é assunto para ser tratado em um artigo escrito nos poucos instantes que nos deixa a terrível "luta pela vida", mas detidamente, dada a grande importância que merece. Relativamente, muito  temos feito, de algum tempo a esta parte, atendendo-se a que somente há alguns anos as iniciativas públicas e particulares se voltaram mais  afanosas, para o magno problema a que nos vimos referido.  Aqueles que, porventura, haja contribuído com qualquer partícula mínima que seja de suas luzes, para o espancamento das negras trevas da ignorância, entre nós, queiram nos desculpar a omissão dos seus homens, pois não fazemos propositadamente mas por deficiência, não só de tempo como de documentos."

"- Sem nos esquecermos do nome do velho professor João Frederico, um dos mais fortes baluartes da instrução entre nós, - pois foram seus alunos muitos garanhuenses que hoje ocupam saliente posição em nosso estado, como Souto Filho, e Santos Leite - lembramo-nos de que a primeira tentativa de um estabelecimento modelar de ensino em Garanhuns, começou com o "Colégio Acioly". Não nos foi possível saber a data de sua fundação, quando foi extinto e que tempo teve de vida. Sabemos, entretanto, que, entre outros, foram seus discentes: Augusto de Oliveira Galvão, de quem fomos contemporâneos na Escola Pública Estadual, sob a direção do professor Manoel Clemente e Coelho Filho.

"- Augusto de Oliveira Galvão é hoje professor de Matemática da Escola Normal de Maceió, e distinto advogado. Ocupou, com muito brilho e critério, a promotoria pública de Penedo, Alagoas, tendo sido, por algum tempo, primeiro Promotor da Capital do mesmo estado. Exerceu, ultimamente o elevado posto de Secretário do Interior, na  segunda administração de Dr. Fernandes Lima.

" - Coelho Filho foi lente de Geografia do Liceu de Artes e Ofícios de Maceió e é hoje Secretário do Monte Pio Estadual de Alagoas, cargo que ocupa a longos anos, e que vem emprestando o brilho de sua inteligência e o critério de sua honestidade.

"Em que pese aqueles que, por qualquer motivo, não esposam opinião, temos  necessidade de dizer - e o fazemos sem o mais leve resquício de apaixonamento, - que a glória das primeiras luzes definidas entre nós cabe ao protestantismo presbiteriano, por iniciativa do então Pastor Martinho Oliveira, já falecido. "Com a enumeração deste fato, não queremos absolutamente, afirmar que antes não soubemos ler mas tão somente deixamos patente que os membros da seita a que nos acabamos de referir coube a tarefa, gloriosa e difícil, difícil e sublime de encarar mais seriamente o grande problema que constitui "a obra mais patriótica e meritória da moderna civilização", em nosso meio.

"Fundado em 1900, o "Colégio Evangélico", prestou Martinho Oliveira inestimáveis serviços, tanto a seus irmãos de crença como aos demais alunos que não comungavam as suas ideias, pois o citado colégio e todos, sem qualquer distinção ministrava as luzes do saber. Foram seus alunos mais distintos: - Leopoldina Malta, Jerônimo Gueiros, atual pastor de segunda Igreja Presbiteriana do Recife, diretor da Escola Normal do Estado e lente de História da Civilização da mesma Escola, Antônio Gueiros, pastor da Igreja desta cidade, Manoel Ramiro, Soriano Furtado, Revs. Dr. Antônio Almeida, Mota Sobrinho, Alfredo Ferreira, Bejamim Marinho e Luiz Vilela e outros mais de que não recordamos.

"O Colégio Evangélico", que foi transformado em Colégio 15 de Novembro, vem continuando a obra iniciada por Martinho Oliveira, e, teve, até a presente data, os seguintes distintos alunos: José Martins, Cícero Siqueira, Nathanael Cortez, Antonio Vitalino, Antonio Montenegro, Sebastião Gomes, João Gadelha, Antonio Teixeira Gueiros (bacharel em Direito), todos pastores protestantes, Elpídio Branco, bacharel em Direito e outros. É atualmente diretor do "15 de Novembro", o esforçado educador norte-americano Rev. Dr. George W. Taylor. Este importante estabelecimento de educação se baseia nos melhores e mais modernos do ensino. O Kindergarten é ali usado "em grande parte, de maneira a tornar suave a crença, o desenvolvimento da sua mente. O manual training é um dos importantes características do curso primeiro.

"Incitados por esse verdadeiro rasgo de Caridade - pois é grande obra de misericórdia ensinar aos que não sabem - despertaram, então os poderes públicos e, de mãos dadas aqueles que, particularmente, se dedicam à elevada missão de iluminar cérebros que jazem imersos em noite profundíssima de ignorância, trataram de tomar na devida consideração aquilo de que se haviam esquecidos os seus antecessores.

"Ao operoso espírito do saudoso Monsenhor Afonso Pequeno devemos a criação da "Escola Paroquial", origem do acreditado estabelecimento de instrução que é hoje o "Ginásio de Garanhuns". Fundado pelo Cônego Benigno Lyra é, por si, obra bastante capaz de sagrar com benemérito o seu fundador. Competentemente dirigido pelo Padre José Ferreira de Antero, faz jus à preferência que lhe  dispensam os pais e tutores do muitos alunos que o frequentam. Dele têm saído espíritos inteligentes e bem formados, e sua nomeada não decresce; ao contrário, aumenta com o evoluir ininterrupto dos tempos."

"De outros estabelecimentos particulares de instrução podemos, ainda falar, citando entre eles, o "Externato Aquino", fundado e  dirigido pelo bacharel Eduardo de Aquino Fonseca, ex-promotor Público e Juiz Municipal desta comarca. A esse pertenceram muitos jovens, alguns já formados hoje. Sempre que conversamos com o ex-membro do então corpo discente, ouvimos-lhe as melhores referências ao citado estabelecimento e ao seu digno e competente ex-fundador - diretor.

"E são justíssimas, pois o bacharel Eduardo de Aquino Fonseca de quem fomos aluno em curso noturno do "Externato", é um verdadeiro espírito de pedagogo. Tivemos a honra de que nos envaidecemos, de ter dirigido, de algum tempo sua extinção. Além de alunos do curso diurno de que fizeram parte Antonio Medeiros, Antonio Veloso, Carlos Miranda, Abel de Sales, Victor Grossi, Tancredo Ferreira, Sebastião Brandão, Francisco leal, Lucio Brasil Junior, e outros muitos, citaremos alguns do noturno: Tomaz Neves Zuzart, Arthur e Tomaz Maia, José Paes de Barros (Cuju), Henrique e Álvaro Câmara, Luiz de França Brasil, Dario Rego, Antônio Dantas, etc. Escolas "Martins Júnior", (Externato misto). Fundado e dirigido pelo professor contratado em Poções e Tacaratú. Funciona atualmente, à Rua Dr. José Mariano nº 51). Dentre seus alunos distintos, destaca-se a senhorita Maria de  Lourdes Vila Nova, ora professora municipal nesta cidade. Escola Raul Pompeia". Fundada em 1917 e dirigida pelo humilde subscritor destas linhas (Arthur Maia). Externato misto de instrução primária e secundária. Funcionou com algumas interrupções, até 10 de Outubro de 1918 quando, por circunstâncias do momento, foram suspensas as suas aulas. Mantinha regularmente a rapazes do comércio.

"Dos que fizeram parte dos seus cursos diurno e noturno, destacam-se além de outros os seguintes: Francisco Sales Jorge, hoje em Roma onde se está preparando para o ministério católico; Agobar Valença, idem, no seminário de Olinda; Maria Joaquina dos Santos, professora Municipal em Mochila, do 4º distrito - Brejão; Albertina Fragoso, uma das mais competentes professores publicas municipais desta cidade; Luiz Jardim guarda livros na capital do estado, etc.

"Atualmente, o diretor da Escola "Raul Pompeia" ministra instrução a pessoas, isoladamente por não lhe ser possível manter a escola. O seu método é intuitivo.

"Escola Philomena Pinto", regida pela professora que lhe dá o nome, e auxiliada pela irmã da diretora. Dedica-se não só ao ensino de letras como ao de trabalhos manuais (agulha, etc) e piano. 

"Escolas Leonor Porto", fundada e dirigida pela professora Albertina de Moraes Fragoso. Suspendeu as aulas em vista de ter a sua  diretora aceitado uma cadeira pública municipal nesta cidade.

"Colégio Santa Sofia" dirigido pelas damas de instrução cristã. "Funciona em ótimo prédio próprio, higienizado, e amplo, tendo jardim, moinho para a extração de água, banheiro e o mais de que necessita um estabelecimento congênere. É externato e internato. Frequentado por muitas alunas, deste  de outros estados. Dedica-se ao ensino de letras, pinturas, desenho, música, trabalhos manuais, etc. Espera ser equiparado à Escola Normal do Estado. O ensino é pago pelos pais ou responsáveis pelas alunas que o frequentam. Todos os anos há por ocasião do encerramento das aulas, uma exposição de trabalhos executados pelas alunas durante o  ano escolar, revelando muitos alto grau de aproveitamento. Mantém grátis, um curso noturno para moças pobres.

"Escola Frei Caneca", (externato misto) fundada a 6 de março de 1917, por inspiração do "Instituto Arqueológico de Pernambuco" que solicitou ao cônego doutor Benigno Lira para que a citada escola fosse dado o nome de um dos heróis da revolução de 1817. Dirigida por Dona Elisa Coelho, conta com uma matrícula de 57 alunos sendo frequentada por 40. Além de letras, ensina trabalhos de agulha, etc...

"Mantidas por sociedades, temos a escola do "Centro Proletário", decano na disseminação do ensino grátis as classes desfavorecidas da fortuna e a Escola Noturna "Dom João de Moura", da Liga contra o analfabetismo. Da primeira são professores - Antonio Pantaleão dos Santos e Antonio Augusto; da segunda, Arthur Maia auxiliado por João Vieira dos santos, ambos funcionam a noite e  tem colhido, apesar das múltiplas dificuldades com que lutam -  entre elas avulta a falta de gosto da parte dos que frequentam - os mais lisonjeiros frutos.

Convém salientar, com causas precípua do afastamento dos alunos, a desbragada jogatina reinante entre nós. O diretor da escola "Dom João Moura", bem o seu auxiliar tem tido, inúmeras vezes, necessidade de ir aos bilhares - verdadeiros focos de perdição e  de imoralidade! - convidar aos alunos a deixar o jogo a fim de  comparecerem as aulas. É provável que suceda o mesmo com a  do "Centro" e com outras. Cumprindo um dever que reputamos sagrado, daqui fazemos às autoridades constituídas um fervoroso apelo para que ponham termo e a semelhante irregularidade, deponente de nossos foros de cidade civilizada."

"Custeada pela "Usina Garanhuns", de Trajano Medeiros, funciona à noite uma escola de instrução primária, para meninos e rapazes pobres. É seu professor Apilio dos Santos, que há longos anos se dedica ao magistério particular, tendo exercido o mesmo cargo na Escola do "Centro e no extinto "Sindicato Agrícola", de onde saíram diplomados diversos alunos, que exercem a profissão de mestre cultura. Entre  eles salientam-se: Ramiro E. Barros, ora funcionário do Ministério da Agricultura, no Rio de Janeiro. Osvaldo Jardim e Cassiano Silva. A instrução pública municipal compõe-se de 4 cadeiras na sede, regidas pelas professoras Albertina Fragoso, Maria de Lourdes Vila Nova, Maria Gomes R. Josué, a  4ª  cadeira acha-se vaga; 7 dos distritos: São João, Angelim, Brejão, Serra de São Luiz de Gonzaga, São Pedro, São Caetano, Timbó e Mochila, com número superior a quatrocentos alunos.

"A municipalidade subvenciona com um pequeno auxílio a muitas escolas particulares quer na sede que nos distritos. Para a nossa instrução, concorre o Estado com um Grupo Escolar "Severino Pinheiro" na sede, o qual é composto das professoras: Almira Ribeiro de Carvalho, Elvira Viana, Edwiges Magalhães, Aurea Martins e Anunciado Coutinho. Sua matrícula é de 128 alunos, sendo os métodos  adaptados, os modernos. Mantém ainda, escolas nos seguintes distritos: São João, regida pela professora Angelice Paes, 32 alunos; professora Maria de Sá van der  Linden, 24 alunos, e Brejão, professor José Miranda, 29 alunos. O  total dos que frequentam as novas escolas, atinge a cifra de 2.226, que julgamos muita baixa, considerando-se a nova população, que  é, pela última estatística, (1920), superior a 63.000 habitantes. Seja nos permitindo, para finalizar estas ligeiras e despretensiosas linhas, fazer aqueles que, neste município, se entreguem ao magistério, um delicado e fervoroso apelo: abandonarem, por uma vez o arcaico e prejudicial método de soletração e a prejudicialíssima forma de decorar mecanicamente. A grande  maioria de  nossos estabelecimentos de ensino, é triste dizê-lo segue ainda o rotineiro método de alguns séculos passados, havendo até, quem afirme não saber (como se pode ensinar sem soletração e sem livros). Entretanto, é muito fácil, facílimo mesmo; dependendo apenas, de gosto e de um pouquinho de esforço. Por experiência própria, podemos garantir que os frutos virão muito mais  ligeiro e porventura mais doces. Devemos progredir, e não retrogradar. Avante pois, Garanhuns 1922.

Conforme o trabalho do professor Arthur Maia, transcrito acima, havia no  ano de 1922, 11 escolas municipais e 8 estaduais, além das particulares, assim como o número de alunos, de todos os estabelecimentos de ensino, em todo município, com uma população de 63.000 habitantes, apenas se elevava a 2.226. Entretanto, não obstante o desmembramento do distrito de Angelim, que em  1928, passou a fazer parte do Município de Palmeirina, o número das escolas municipais, em 1930, já se elevava a 14. Com a Revolução de 1930, no ano seguinte, o interventor federal neste Estado, Dr. Carlos de Lima Cavalcanti, nomeou o cidadão Mário Sarmento Pereira de Lira, para exercer o cargo de Prefeito deste Município, e este durante os 4 anos que exerceu, elevou o número das escolas municipais para 72, e por isto, foi por todos chamado: - O Prefeito da Instrução.

Durante o regime ditatorial, estabelecido nos finais de 1936, nem um progresso se verificou pelo governo municipal, no que se refere à instrução, porém com a volta do regime constitucional, foi iniciado um novo impulso que, conforme os dados gentilmente fornecidos pela inspetora municipal do ensino, professora Virgínia Garcia Bessa, até agora, já produziu o seguinte resultado. Em 1955 o número de escolas municipais já se elevava a 104, contando com 2.890 alunos matriculados e uma frequência média de 2.178. No ano seguinte estes números foram aumentados. As escolas passaram a ser 154, com uma matrícula de 4.829 alunos e registrando-se uma frequência média de 3.615 alunos. Em 1957 as escolas municipais já atingindo o número de 164, com uma matrícula de 6.089 alunos e contando com uma frequência de 5.242, em média. Com a criação de 16 escolas municipais em 1958, o número de cadeiras escolares elevou-se para 180, sendo 143 escolas isoladas e 37 constituindo 3 grupos escolas e 3 escolas reunidas. O número de matrículas se elevou para 6.386 alunos, enquanto a frequência diminuiu para 5.000. Dois dos grupos escolares funcionam na cidade e o último na Vila de São João. Na cidade o Grupo Escolar João Pessoa que serve de padrão, composto de 9 cadeiras, sob a direção da Professora D. Helena Martorelli Cordeiro e o Grupo Escolar Arthur Maia, sob a direção da Professora D. Argemira Ermíria de Lima, também composto de 9 cadeiras, sendo duas de  trabalhos manuais. O terceiro, é o Grupo Escolar General Joaquim Inácio, composto de 5 cadeiras, sob a direção da professora D. Laurizete Arruda de Lima.

A professora D. Maria das Dores Figueiredo de Lima, é a diretora das Escolas Reunidas Centro Social São Geraldo, composta de 8 cadeiras e a professora D. Tereza Vieira Belo, dirige as 4 cadeiras que compõem as Escolas Reunidas Dom Mário, ambas na cidade. É diretora das Escolas Reunidas de Miracica, composta de 3 cadeiras, a professora D. Lindaura Cordeiro Mororó.

Em 1959, foi criada uma escola de Trabalhos manuais. O número de matrículas elevou-se para 6.500 e o de frequência para 5.834. Em 1960, registrou-se uma elevação no número de matrículas que atingiu a 7.020, o mesmo ocorrendo quanto à frequência, que se elevou para 6.542. Em 1961, o número total de alunos matriculados em todas as escolas municipais era de 7.089, com uma frequência média de 6.954. Além das Escolas destinadas ao ensino de letras e trabalhos manuais há também a escola de música, dirigida pelo professor Luiz de Figueiredo. Em 1957, conforme os dados fornecidos pela professora D. Maria Luiza de Melo, então exercendo as funções de inspetora do  Ensino Primário Estadual, nesta sede regional, o número de cadeiras escolares mantido pelo Governo do Estado, neste Município, eleva-se a 46; sendo 31 cadeiras na cidade com 842 alunos matriculados e uma frequência média de 718,e as 15 cadeiras restantes situadas nos distritos com matrícula de 480, com a frequência de 423 alunos. Pelo exposto, vê-se que o total de alunos matriculados nas escolas estaduais, naquele ano, já se elevava a 1.312, com uma frequência média de 1.141. De conformidade com os dados fornecidos pela professora D. Francisca de Andrade Lima Rocha que sucedeu a D. Maria Luiza de Melo, o desenvolvimento do ensino primário estadual, em todo o Município de Garanhuns, até o primeiro semestre do ano de 1961, era o seguinte: em 1960 o número de cadeiras escolares aumentou para 55, sendo 45 cadeiras na cidade e 10 nos distritos. E no primeiro semestre de 1961, o número de cadeiras foi aumentando para 73, sendo 61 delas na  cidade, com uma matrícula de 1.941, registrando uma frequência de 1.431, e as 12 cadeiras restantes localizadas nos distritos, com 440 alunos matriculados, e frequência de 325. Pelo exposto se verifica a existência, em todo o município, de  1.941 alunos matriculados nas 73 cadeiras escolares mantidas pelo Governo Estadual, com a frequência de 1.756. Estes números somados com os 7.089 das 181 cadeiras municipais acima referidas, perfazem o total da existência atual de 254 cadeiras de ensino primário, mantidas pelos dois governos, com a matrícula de 9.470 alunos e a frequência média de 8.715.

Há também, em todo o Município, 8 escolas particulares de curso primário, todas localizadas na cidade, cujas matrículas iniciais no primeiro semestre deste ano de 1961, conforme informação que o departamento Estadual de Estatística, nos forneceu, foram as seguintes: 

Escolas Ruho Butler, 32; Escola Sete de Setembro, 43; Escola Santo Antônio 116; Escola São Miguel,(4 turnos),  512; Escola Dom Expedito 86; Escola Nossa Senhora Auxiliadora, 70; Instituto São José, 35; e Escola Arcelino Matos, 26. O total de 920 alunos matriculados nestas mencionadas escolas, somados aos 9.470 matriculados nas escolas públicas, eleva esse número para 10.390. A seguir mencionados os números de matrículas em cada colégio, ginásio e seminário aqui existente, neste ano de 1961.

O Colégio 15 de Novembro, que em 1957, conforme um trabalho histórico da sua secretária, professora Corália Vilela, o qual adiante transcreveremos, mantinha os seguintes cursos: Ginasial, Clássico, Científico, Admissão e Primário, com um total de 486 alunos. Neste ano de 1961, criou mais o curso Pedagógico (1ª série) e, de conformidade com os dados fornecidos pela referida secretária, os números de alunos matriculados nesses cursos, são respectivamente: 223 - 32 - 57 - 49 - 249 - e 9, perfazendo assim o total de  619. O número de alunos matriculados no Colégio Diocesano de Garanhuns em  em todos os cursos por ele mantidos, conforme um trabalho histórico de seu atual diretor, Mons. Adelmar da Mota Valença, a nós atenciosamente fornecido em 1957, e que transcreveremos adiante, naquele ano se elevava o número de alunos a 1.179. Já neste corrente ano de 1961, conforme os dados que a sua secretária Dona Arlinda da Mota Valença, se dignou nos oferecer, foram matriculados: no curso ginasial, 647; no curso científico, 196; no curso clássico, 12; no curso de contabilidade, 108 e no curso primário, 556. Estes números somados dão um total de 1.419 alunos. No Ginásio do Arraial, em 1957, a matrícula constava de um total de 316 alunos. Neste ano de 1961, de acordo com os dados fornecidos com a sua secretária, D. Maria Mirtes de Araújo Correa, foram matriculados: no curso Ginasial, 227 alunos, 19 no curso pedagógico; 123, no curso Primário; perfazendo um total de 373 alunos matriculados. Além de uma escola gratuita, nos vários cursos mantidos pelo Colégio Santa Sofia, conforme dados, gentilmente fornecidos pela sua Mestra Geral, Madre Maria Verônica, foram matriculados neste ano: Curso Científico, 7 alunos; no curso Ginasial, 224; no curso Pedagógico, 59; no curso Técnico, 83; no curso Primário 300 e na Escola Gratuita, 150; perfazendo um total de 893 alunos. Pelos dados da  Agência Municipal de Estatística, verifica-se a matrícula de 18 alunos no "Seminário Menor", e a de 42 no "Seminário Redentorista" perfazendo deste modo o número de 60 alunos matriculados nos dois estabelecimentos de ensino. Neste presente ano, o governo do Estado criou o "Ginásio Estadual, que foi instalado no dia 9 de Março, cujo diretor Dr. Manoel Lustosa dos Santos, informou terem sido matriculados 293 alunos. Pelo que acabamos de descrever sobre o ensino constata-se a existência neste ano de 1961, em todo o Município, com uma população de 105.000 habitantes a existência de 181 cadeiras escolares, mantidas pelo Governo Municipal, com matrícula de 7.089 alunos; 73 escolas mantidas pelo Governo Estadual com 2.381 alunos matriculados: 8 escolas particulares como uma matrícula de 920 alunos. Estes números de matriculados somados dão um total de 10.390, todos do curso Primário. Também existem 3 colégios, 2 ginásios e 2 seminários menores, com uma matrícula de 3.657 alunos, sendo 2.279 no  curso secundário e 1.378 no curso primário. Em conclusão se verifica a matrícula geral de 14.095 alunos, sendo 11. 816 no curso primário e 2.279 no curso secundário. Comparando-se o número total de 2.226 alunos existentes no ano de 1922, para uma população de 63.000 habitantes, inclusive o distrito de  Angelim, que hoje integra um Município, com o total de 14.095 alunos para uma população atual de 105.000, vê-se o grande progresso feito nos 39 anos já passados, no que se refere ao ensino público.

Atualmente está sendo movimentada uma campanha apoiada por todas as classes sociais no sentido de ser criada uma escola para o ensino do Curso Superior. Vamos, a seguir, transcrever os trabalhos históricos sobre os Colégios "15 de Novembro", "Diocesano" e "Santa Sofia", escritos, respectivamente por  D. Corália Vilela, Mons. Adelmar da Mota Valença e Madre Verônica, assim como sobre o "Ginásio do Arraial", também escrito pelo Monsenhor Adelmar da Mota Valença.

COLÉGIO 15 DE NOVEMBRO

"O Colégio 15 de Novembro, foi fundado no ano de 1900, pelo Rev. Martinho Oliveira, para ministrar instrução aos filhos dos crentes evangélicos e também de outros credos. Poucos anos depois falecia o Rev. Martinho Oliveira, porém com ele não morreu o seu sonho, pois outras mãos benfazejas levaram avante a sua obra. Foi substituído o Rev. Martinho Oliveira, pelo Rev. George E. Henderlite, com a celebração de sua esposa D. Marta e também pelo Rev. Jerônimo Gueiros. D. Cecília Rodrigues e o Sr. Soriano Furtado. Em 1910 o 15 de Novembro recebe o valioso auxílio do Rev. Dr. William M. Thompson e sua esposa D. Catarina Thompson. O Rev. Thompson serviu como diretor de 1910 a 1921. Foi diretor a partir de 1921 até fins de 1935, o Dr. Washington Taylor, foi ele o idealizador e realizador dinâmico do novo prédio para os cursos secundário, primário e casa do diretor. Os prédios foram inaugurados em novembro de 1929, dispondo de capacidade para receber grande número de alunos internos. O Rev. Taylor foi substituído pelo Rev. Dr. Walter Suetnam - 1936  a 1949. A inspeção pelo Governo Federal do seu curso secundário foi conseguida em 1934, sendo o seu  Inspetor Dr. Morse Sarmento Pereira de Lira. Em 1943 teve a sua inspeção permanente (Decreto nº 11.399 de 20 de janeiro de 1943). Autorização para funcionamento do Colégio em 24 de abril de 1945 (Decreto nº 18.453. Substituiu o Dr. Walter Suetman o Rev. Malcolm Leroy. Foram ainda seus diretores os Revs. Edwin Raynard Archat, Donald E. William e o Sr. Jones Hoge Smith. Atualmente é o seu diretor o esforçado Sr. Jule Spach e o seu inspetor o Rev. Mons. José de Anchieta Callou.

"Tem o Colégio laboratórios de Física e Química, Museu de História Natural, Biblioteca, etc... A fim de desenvolver o progresso cultural de seus alunos o Colégio mantém os grêmios "Sociedade Literária do Colégio 15 de Novembro" e o "Grêmio George Washington Taylor". O Colégio 15 de Novembro tem um grande estádio - um dos melhores do Nordeste - para jogos de basquete e Voleibol. Em prédio completamente separado funciona o confortável Internato Feminino. O Colégio 15 de Novembro mantém os seguintes cursos: curso Ginasial, curso Colegial, Clássico e Científico, curso de Admissão e curso primário. Internato para ambos os sexos. Garanhuns, 12 de Outubro de 1957. Corália Vilela - Secretária".

COLÉGIO DIOCESANO DE GARANHUNS

O Colégio Diocesano de Garanhuns foi fundado pelo Cônego Benigno Lira com o nome de Ginásio de Garanhuns aos 19 de março de 1915 aproveitando os alunos da antiga Escola Paroquial, fundada pelo Mons. Afonso Pequeno. Teve por diretores: 1º Mons. José Ferreira Antero, de 1915 a 1926, 2º Padre Manoel Diegues Neto, em 1927. 3º Mons. José de Anchieta Callou, de 1928 a 1936. 4º Padre Antonio Constantino Carneiro, em 1937. 5º Padre Adelmar da Mota Valença em 1938. Mantém o s seguintes cursos: Primário, Admissão, Ginásio, Comercial, Científico e Datilografia. Inauguração do prédio atual: 12 de Outubro de 1925. Inspeção Federal: 28 de Agosto de 1930. Inspeção permanente: 10 de Outubro de 1932 (O primeiro educandário do interior do Norte do Brasil a obter inspeção permanente). Inspeção Federal do Curso Comercial: 23 de Março de 1936. Funcionamento do Curso Comercial Noturno - Em 1939, funcionamento do Curso Ginasial - noturno: 1945. Inspeção Federal do Curso Científico: 30 de Dezembro de 1947. Alunos que concluíram o Curso Ginasial de 1931 a 1956: 983 alunos que se diplomaram pelo curso Comercial: 150. Matrícula em 1957: Curso Ginasial diurno: 344. Curso Ginasial Noturno, 237. Curso Científico Noturno, 86, Curso Comercial noturno, 80. Curso de Admissão diurno, 87. Curso de Admissão noturno, 132. Curso Primário Diurno 174. Curso de Datilografia, 39. Total 1,179. Padre Adelmar Valença.

GINÁSIO DO ARRAIAL

"O Ginásio do Arraial foi fundado pelo Padre Adelmar da Mota Valença aos 7 de Março de 1952. Foi inaugurado solenemente aos 7 de março de 1956.

"A direção está a cargo do Padre Adelmar da Mota Valença. Mantém curso ginasial e curso primário, para meninos e meninas, (em turnos separados). A matrícula atual (1957) é a seguinte: Curso Ginasial: Meninos, 19 - Meninas, 6. Curso Primário, Meninos 110 - Meninas, 131. Total 316 - Padre Adelmar da Mota Valença".

COLÉGIO SANTA SOFIA

"Fundação - 1912. 1ª Superiora Me. Elizabeth Dobelho, 1912-1924. 2ª Superiora Me. Maria Inês, 1924-1935. 3ª Superiora Me. Verônica Aguiar, 1935-1944, amazonense educada no Colégio de Sion, em Petrópolis. Foi Mestra Geral e depois Superiora. 4ª Superiora Me. Alexandrina Bentein 1844-1950. 5ª Superiora Me. Maria Pia. Pertence a tradicional família pernambucana pertencente ao  ciclo do açúcar. Atual Superiora do Ginásio Santa Cristina em Nazaré da Mata. Desde 1957, o Santa Sofia tem como Superiora a Revma. Madre Bernardete Loyo cuja árvore genealógica vai situá-la como descendente do Visconde de Loyo.  A matrícula em 1912 foi de 131 alunos (era misto) . Na época da fundação governava o Instituto das Religiosas da Instrução Cristã Congregação o que  pertence o Santa Sofia, a Revma. Me. Sophia, daí o nome dado ao novo Colégio. No Brasil, era representante, como Provincial, a Revma. Madre Loyola no século, Anno Sterart, de origem belga. Em 1961 a matrícula atingiu 893 alunos incluindo a escola gratuita mantida pelo Colégio. Curso Científico, Técnico em Contabilidade, Pedagógico, Ginasial, Primário e Jardim da Infância. Atividades: 7 Grêmios literários em pleno funcionamento, todos subordinados a Comaia  Juvenil, entidade com personalidade jurídica e que exerce função coordenada de todas as atividades ligadas às alunas: Ação Social, Ajuda Mutua, Esportes, Cultura e Música, etc. Madre Maria Verônica (Mestra Geral)". (Fonte:  Alfredo Leite Cavalcanti | História de Garanhuns | Volume II | Garanhuns, Fevereiro de 1973. 

Dicionário popular

Arregaço - Discussão.

Garanhuns Antiga

Década de 1930 - Avenida Santo Antônio

Década de 1930 - Avenida Santo Antônio

 

Encanto e fascinação

Aldemar Alves de Almeida 

Eu tenho grande paixão

Por dois lugares comuns

Paulo Afonso e Garanhuns

Moram no meu coração

Se é agreste ou sertão

Se é calor ou neblina

Estando na mão divina

A beleza se agiganta

Meu Paulo Afonso me encanta

Meu Garanhuns me fascina.

Garanhuns | Ano 2005.

História de Garanhuns

Maria Tenório dos Santos Paz
Por Ivo Amaral*

Faleceu na quarta-feira, 16 de março de 1922, aos 92 anos, em Garanhuns, a senhora Maria Tenório dos Santos Paz, conhecida por seus familiares e amigos como "Glorinha Luna". 

Era de Bom Conselho pertencia a tradicional família  Tenório Luna, era irmã do ex-prefeito e ex-deputado Manoel Tenório Luna. Foi casada com o contabilista e agropecuarista de Correntes, Moacir dos Santos Paz, ele era irmão do professor e advogado Manoel Lustosa dos Santos. 

Glorinha deixa 4 filhos, três mulheres e um homem. Ela escrevia para vários jornais de Garanhuns, como o Monitor, Correio Sete Colinas  entre outros.

Quando completei 80 anos ela escreveu um artigo que considerei o melhor presente que recebi naquela data, aliás fiquei muito emocionado e grato a professora Glorinha a honra pela lembrança traduzida em uma matéria publicada no jornal o monitor . 

Glorinha foi sepultada às 10h no Cemitério São Miguel, nesta cidade.

*Ivo Amaral foi vereador; vice-prefeito e prefeito de Garanhuns por dois mandados, e deputado estadual por duas legislaturas.

Transcrevemos abaixo o Discurso da Professora Maria Tenório dos Santos Paz (Glorinha Luna), quando foi agraciada com o Título de Cidadã de Garanhuns.

Exmo. Presidente da Casa Raimundo de Moraes - Sr. Luiz Taveira de melo

Ilustres Vereadores,

Autoridades presentes,

Nobres Convidados,

Neste momento louvo a Deus, por está aqui na Casa Raimundo de Moraes, recebendo o Título de Cidadã da hospitaleira cidade - Polo, que é Garanhuns.

Iniciativa de S. Excia. Vereador Pedro Leite Cavalcanti, coadjuvado pelos demais vereadores, componentes deste ínclito Poder.

Minha trajetória profissional teve início no Colégio Nossa Senhora de Bom Conselho, ao lado de crianças órfãs.

De aluna, passei a mestra. E, assim, participei nos seus diversos cursos, ensinando.

Alternadamente, também contribui com o Ginásio São Geraldo do valoroso Professor Valdemar Gomes de Santana.

Não ficou só aí. Precisava conhecer a criança correntina do Grupo Escolar Djalma Dutra, terra de rios caudalosos, cuja confluência serviu de dinâmica profissional, em práticas engenhosas, a mira da natureza.

Lá fixei residência por mais de um quinquênio. Geramos nossa família e conquistamos amigos.

Na ciranda da vida, cheguei a Garanhuns em 1962, conhecendo as criança das Escolas Reunidas do Magano e Simôa Gomes, na Boa Vista, bairro que me acolheu até hoje. Mas, também foi gratificante conviver com o alunado do Educandário São José, localizado neste mesmo bairro.

Em 1973, recebia um convite da Secretaria, através da inteligente Diretora do Departamento Regional, professora Luzinete Laporte de Carvalho, para compor  a equipe de supervisão.

Comecei na convicção e na disposição, a supervisionar os Cursos de Recepção Organizada - Projeto Minerva, no horário noturno, às cidades de Águas Belas, Bom Conselho, Correntes, São Bento do Una, Saloá, Brejão e Garanhuns.

Prosseguindo, ao longo de  três gestões, passei a coordenar, em fase de implantação o Programa de Desenvolvimento Tecnológico para a Educação-política da melhoria da qualidade de  ensino, provendo o Sistema Estadual de materiais instrucionais, além de fornecer, elaborar, reproduzir, incentivar, pesquisar e diagnosticar necessidades.

Regionalmente foi implantado um Centro, sediado no DERE, 102 (cento e duas) Escolas beneficiadas e 21 municípios atendidos.

ÊXITO POSITIVO!

Nosso Centro serviu de modelo para os demais, sediados em Pernambuco. Fomos classificados a nível de Estado, no Salão de Materiais de Ensino - Aprendizagem, em Recife, através das Escolas Reunidas Arcelino Matos - Garanhuns, e Grupo Escolar Mestra Beatriz, em Bom Conselho, respectivamente, dirigidas pelas  professoras Maria José Gomes da Silva e Teresa Tenório Luna de Oliveira.

No palco do amanhecer, nesta longa caminhada, os frutos vicejaram e meus alunos se fizeram presentes nas diversas áreas profissionais.

Citá-los é gratificante:

* Osman Benício C. de Holanda - Magistrado

* Ivan Souto Pedrosa - Advogado, integrante do sistema Penitenciário Aníbal Bruno

* Francisco Pereira Lopes - (saudoso Chicute) considerado o aluno mais  assíduo e perseverante nos estudos

* Eurico Pedrosa Filho - Engenheiro

* Emília Romeiro Alves Pereira - Médica Cardiologista - São Paulo

* Romário Dias Pereira e Hélio Urquisa - Representantes do povo, na Assembleia Legislativa

* Roberto Leite Figueiredo, Paulo César de Freitas e Etelvino Gomes Chaves - Cirurgiões-dentistas

* Roberval Roldão de Araújo -  prefeito de Paranatama

* Maria Alice de Oliveira Torres Macário - Gerente Operacional do Banco do Nordeste - Garanhuns

* Ielma Lucena Superintendente do INSS em PE

* Márcia Cerqueira - Terapeuta - Alagoas

* José Geraldo Nogueira - Empresário

* Eronísia Azevedo - Advogada

* Lourival Correia de Melo Júnior - Oficial de Justiça

* Joselito Siqueira de Araújo - Padre recém-ordenado em Curitiba - Filho de Garanhuns.

* Augusta Sales - Freira Franciscana Colégio Bom Conselho

* Marcos da Rosa Pernambuco - Ex-Gerente Banco Bamerindus

* Abelardo Carvalho de Cerqueira e Abel Carvalho de Cerqueira - Oficiais da Polícia Militar de Pernambuco

* Empresário Milton Almeida Vila Nova

* Selma Brasil - Professora. Educação Física

* Lauro Silvestre de Freitas - Capitão da Polícia do Distrito Federal

* Dulcélia Camelo d'Arce Lúcio 1ª Dama do Município de Correntes

* Dayse Camelo d'Arce - Freira Missionária de Nossa de Fátima - Garanhuns

* Marluce Vieira Vanderlei de Melo - ex-professora Santa Sofia e ex-Técnica do antigo CEDEPE, representando dezenas de mestras, que fizeram parte dos meus sonhos e que no heroísmo acordaram o mundo.

No campo filantrópico, através da sociedade Amor e Caridade, situada à rua Siqueira Campos - Centro, vivo em sintonia, exercendo a sua vice-presidência.

Na intimidade, sou professora Glorinha Luna, conhecida regionalmente.

Em 1989, passei pelo prematuro golpe, a ausência do meu marido Moacir dos Santos Paz, ex-avaliador da Comarca de Garanhuns, deixando nosso quarteto filial: Lúcia de Fátima - Acadêmica em Filosofia - Margarida - Bacharelanda em  Química - Mônica e Márcio Roberto -  Especialistas em Educação Física, residentes na capital, hoje presentes nesta solenidade.

Nasci na Vila de Caldeirões dos Guedes - Bom Conselho, ouvindo o murmúrio do rio Calumbi, no mergulhar de suas ondas, em período de cheia e ainda, admirando suas conchas naturais, encravadas nos largeiros ao solo, como dádivas do  Senhor.

Lá, aprendi a ser teatro, no Palco da escola e amar a Deus na igrejinha da vila.

Passando a viver na cidade grande , fui ousada nas mãos da extraordinária professora Giselda Vieira Belo, Diretora do Grupo Mestre Laurindo Seabra e Fiscal de Ensino, junto a escola Normal de Bom Conselho.

Em 1950, passava de aluna a mestra e em 1984, encerrava minha carreira profissional, ultrapassando  nove anos, da contagem limite oficial.

Fui um pouco jornalista quando criamos o Jornal Magistério juntamente com o nosso capelão Frei Urbano de Sertânia, sendo sua redatora, alcançando grande índice de circulação.

Na aurora do novo "Milênio", Garanhuns, nascida das Colinas reafirma hoje, sua  nobreza de cidadania. Por isso, emocionalmente privilegiada, dedico minha felicidade aos saudosos pais Antonio Tenório Luna e Josefa Duarte Luna, por todo o bem que eles me proporcionaram.

Aproveitando, quero agradecer aos senhores vereadores, em particular ao Sr. Pedro Leite Cavalcanti, por este gesto de fidalguia, acrescentando ainda, os agradecimentos dos meus  familiares, irmãos, sobrinhos e que, logo mais passarei as suas mãos, a placa de reconhecimento.

Abrindo um parêntese,  saúdo o jornalista Ulisses Pinto, que seguindo os passos do nobre vereador, usou de suas posições amigas e inteligentes, ele que é ator da comunidade e que brevemente receberá desta Câmara a medalha de Mérito Luiz Souto Dourado.

E agora, na emoção, abraço a cidade do fascínio e da beleza, que recebeu com maestria a professora que vos fala e que por quase 4 décadas se faz presente no bairro da Boa Vista, numa virtual doação de 88% de sua caminhada profissional.

Amo você,

Garanhuns das serranias

De homens ilustres

De radialistas notáveis

De médicos amigos

De governantes sensatos

De inteligentes metres

De beleza exuberante

De grande magia

De crianças felizes

De crenças e de fé

De história de luz.

Enfim, Garanhuns que eterniza no Cristo a força de seu povo, em cada minuto do seu amanhecer.

Maria Tenório dos Santos Paes

Garanhuns, 15 de junho de 2000.

Adágio popular

"De amigos bons a estimação se faça por provas de perigo e não da taça."

Frase do dia

"A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros." (Baden Powell [1937-2000], compositor e violinista fluminense).

História de Garanhuns

Anchieta Gueiros - História de Garanhuns e do Agreste

Em 03 de maio de 1953 o Jornal O Monitor Publicava - Garanhuns continua sendo uma das cidades de norte onde mais se pede esmolas. É desolador o quadro que nos oferecem as ruas dessa terra numa sexta-feira. Já não basta os nossos mendigos e ultimamente apareceram  os retirantes. Não podemos ficar de braços cruzados e indiferentes diante de tanta  miséria. Urge uma solução. Que cada garanhuenses tome a peito de uma pequena contribuição, por enquanto, a cantina, onde atualmente mais de cem meninos recebem alimentos e instrução.

Adágio popular

"Casa de terra, cavalo de erva, amigo de palavra, tudo é nada." 

Garanhuns Antiga

Alunos do Colégio Diocesano reunidos em frente a Capela

Alunos do Colégio Diocesano reunidos em frente a Capela

Vocabulário popular

Almanjarra - Coisa grande.

Marteladas do tempo

Carlos Janduy

Carlos Janduy

Que bom tocar os sinos

Quando a hora é a que começa;

Quase roubar um beijo,

Quociente do que já é incompleto.


Uma filosofia, outra filosofia,

Unidas superficialmente.


Em busca de respirar

Eminente desejo,

Entorpecidos os pés pesam.


Reserva-se a coragem dos receios,

Reencontram-se as marteladas do tempo.


Efêmero é este suspiro

E tudo é consequência dele.


Reservam-se os receios da coragem,

Reanima-se os sinos quando a hora recomeça.

Garanhuns | Ano 2001.

História de Garanhuns

João Simões - Residia  no terceiro quarteirão do lado impar da Rua do Recife. Na esquina um pequeno armazém e, em seguida, um amplo terreno, tendo no centro uma casa grande, com a frente para a Rua 15 de Novembro. Ali residia o velho João Simões, com sua esposa Maria e os filhos: José, Maria Anunciada e Florinda, elas estudantes do Colégio Santa Sofia, onde terminaram o curso de professora e ele, aluno do  Colégio Militar, no Rio de Janeiro. Havíamos sido colegas no primário, daí a nossa amizade. Todo retorno de férias estávamos sempre a conversar, contando ele as maravilhas da terra carioca e entusiasmado com a carreira que escolhera. Quando já aspirante, na praia de Copacabana, em 16 de janeiro de 1940, fora tragado pelo mar. O destino lhe ceifara a vida muito cedo (Fonte: Os Aldeões de Garanhuns | Alberto da Silva Rêgo | 1987).

Frase do dia

"Amo a vida, porque tenho estima por mim mesmo e compreendo a honra que recebi ao vir ao mundo para conhecer dele toda a luz e todo o engenho humano." (Santo Agostinho [354-430], um dos mais importantes teólogos e filósofos dos primeiros séculos do cristianismo).

O líder

José Cardoso da Silva
Existe uma tendência bem acentuada, no sentido de se organizar escola de liderança. Nada mais vulgar do que se pretender ensinar forma de denominação baseada no  prestígio pessoal.

O líder não se faz, não se  fabrica. Ele nasce com características próprias. Surge naturalmente de acordo com as circunstâncias. Muitas vezes, do jogo livre de certas paixões incontroláveis, o mundo vê, aqui ou além, surgir figura carismática de  estadista, que se for fiel à  sua vocação poderá traçar rumos definitivos no tempo e no espaço. Não adquiri os  caracteres mesológicos, embora reconheça que o meio tem muita influência. Influenciar é uma coisa e definir as condições, é outra. A imposição do meio quando chega atingir às raias de sua  força não cria um líder. Gera um medíocre sem força de decisão.

Não há nada mais prejudicial ao desenvolvimento da  capacidade humana, do que  o medíocre que pretende  liderar. Por incrível que pareça esses caricatos merecem respeito. São figuras pontilhadas de luz e sombra. São aves migratórias no contexto da paisagem política, prestes a levantarem voo em busca de paragens mais  quentes.

O que constitui o líder, propriamente dito, e é sem dúvida, a faculdade. A esse respeito ele pode ser mais ou menos desenvolvido. O ponto culminante conquistado pelo condutor das massas é a maneira elegante de conduzir o diálogo. Jamais se afasta das competições. A sua presença transforma tudo que lhe rodeia. Não provoca e nem aceita provocação. O lado negativo de sua personalidade só existe como temática da própria condição de ser humano. É um  centro de sanidade no meio conturbado pelas opiniões. Guiado pelo bom senso, o  seu juízo é claro e as atitudes são definidas. Os falsos são sempre anti-líderes... Quando concentram o poder em suas mãos, não há mais para eles senão inimigos. Vivem sempre em deslocamento físico, fugindo de todos, e de si mesmo como se estivessem constantemente atacados.

Desconhecem que o companheiro é quem come o mesmo pão. E, o pusilânime é quem tem a alma pequena e mesquinha. O verdadeiro líder é sempre atencioso e  solícito. A sua palavra convence e estimula o desejo de servir. O perigo da insegurança se tornará irresistível na medida em que faltar a  coragem de enfrentar a mudança das estruturas de  escravidão. Para tanto é imprescindível que o homem que se propõe a ocupar cargos de direção, rompa a crosta de egoísmo.

E, de braços abertos revele que a humanidade de todos os recantos do mundo e a da sua comunidade já se encontra num período de  crescimento. Esse assunto é sugestivo, e vale a pena ser  meditado, pelos nossos políticos, a fim de melhor  enfrentarmos problemas, mistérios, e desafios dos tempos atuais.

*Dr. José Francisco de Souza | Advogado, jornalista, cronista e historiador | Garanhuns, 14 de Maio de 1977.

Foto: José Cardoso da Silva. Foi um dos maiores líderes populares da história de Garanhuns. Lutou contra a Ditadura Militar (1964-1985), e sempre esteve ao lado dos mais pobres.

História de Garanhuns

Anchieta Gueiros - História de Garanhuns e do Agreste

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva com alunas da Faculdade de Ciências da Administração de Garanhuns - FAGA - (2003/2006).

Um encontro com Deus

Luzinette Laporte
Luzinette Laporte*

Em minhas mãos um  documentário do  "Terceiro Encuentro Monástico Latino Americano" em Buenos Aires. A releitura da  Regra de São Bento.

Tudo  foi dito/estudado/debatido. O assunto mais palpitante: o martírio constante/permanente/incruento: obediência e humildade. Virtudes que somam a  "kenosis" (humilhação) de Cristo. Ele que "Se fez obediente até à morte, e morte de cruz". Ele que congrega todos e os convida a seguir-lhe o exemplo: "eu não vim para fazer a minha vontade mas a d'Aquele que me me enviou".

Creio, sei que Deus me propõe às mãos material para uma renovação de vida. Toda uma  imensa/infinita relação de valores eternos, neste/Ano Novo de fogo e sangue, que me questiona e exige.

Lendo as palestras e  o que foi colhido nos  painéis, sentimos que o monacato é sempre atual e vivo como todo valor evangélico.

(A apresentação dos  resultados de alguns painéis foi feita pelo monge brasileiro  pertencente ao Mosteiro de Olinda e a serviço de  Garanhuns, Dr. Gerardo Wanderley, tão amigo da nossa cidade. Tão querido por todos. Simples. Humilde. Como deve ser o monge).

Cada palavra tem um peso de amor, isto é, tem um peso divino.

Alegra-nos saber que  em um mundo onde predominam o erotismo/a violência/a poluição, pessoas de profundo valor humano, extensa cultura, reúnem-se para "reler" a Regra de São Bento. (Obra cujo valor pedagógico cristão só sabe apreciar aqueles que sabem sopesar com alma  de criança e inteligência maturada o valor de uma  renúncia).

Não é qualquer um  que pode ler a Regra de São Bento e senti-la como "palavra de vida" (São Paulo). Porque, como diz Chiara Lubich, cada santo não é senão uma palavra do Evangelho encarnada.

Toda aquela sabedoria, toda aquela pedagogia tão atual neste século XX - apesar de  escrita no século VI - não pode ter sido senão produto de um ser  humano cristianizado/evangelizado, segundo aqueles doze graus de  perfeição de que fala o  próprio São Bento de  Núrsia.

Leio (ferem-me profundamente) palavras como estas: "propriamente falando, o fim da vida monástica não  é a transformação do  homem e sim a procura de Deus. Mas a adoração é irmã da transfiguração e a "passio divinitais"  daquele que  procura a Deus, caminha junto com sua deificação (theiosis)" (D. Mauro Mathei). Ou ainda de D. Ambrose Southey - Abade Geral da  Ordem Cisterciense da  Estrita Observância -: 

"Temos que compreender a viver a tradição monástica de oração, se é que vamos ajudar à humanidade de hoje e de amanhã a buscar verdadeiramente centros de profunda oração contemplativa, abertos a todo o sofrimento e a toda a agonia do  mundo em que vivemos". (Grifos meus).

Sinto-me feliz em ver que isto sucede no coração da humanidade, do mundo de hoje: pessoas (de valor espiritual e intelectual acima do comum) que se reúnem e rezam, meditam, contemplam, estudam para salvaguardar a busca incessante de Deus. Para salvaguardarem Deus. (Deus quer "necessitar dos homens"). Para salvaguardarem o silêncio interior. A paz interior. E, do fundo do meu ser sobe, em ação de graças, uma palavra que  marca minha juventude: "os santos arrancam seu Deus à morte"...

*Professora e escritora | Garanhuns, 30 de Novembro de 1978.

Reflexão

"Decreto Único. Na Terra, a partir desta data, ficam definitivamente proibidos o "Lucro e a Vantagem". Cumpra-se. Maravilha, a Humanidade está salva." (Professor Cláudio de Castro).

Garanhuns Antiga

Academia Santa Sofia - Curso Normal 1930/1934 - Titulandas de 1934

Academia Santa Sofia - Curso Normal 1930/1934 - Titulandas de 1934

Frase do dia

"O homem é a perfeição do Universo, o espírito é a perfeição do homem, o amor é a perfeição do  espírito e a caridade é a perfeição do amor." (São Francisco [1567-1622], sacerdote católico, tornado beato em 1622 e canonizado em 1655, pelo papa Alexandre VII).

Poeta solitário

Maurilo Campos Matos

Maurilo Campos Matos

A noite é fogueira extinta

A brisa uma fagulha sequer.

A brisa faz a sua festa,

Cantando a triste seresta,

Sem violão, sem mulher.

O poeta solitário,

Envolto neste sudário,

É o astro da ilusão.

A sua luz só tem brilho

Numa plangente canção.


Oh! Noite fria de inverno,

Tu não paras de chover.

Por teu pranto a terra espera

Pra fulgir o florescer.

Noite fria de minh'alma,

Tu não para de chorar.

Só resta uma esperança:

É saber que, na lembrança,

Saudade há de brotar.

História de Garanhuns

Rua Santo Antônio - Década de 1920
Rua Santo Antônio - Década de 1920.
Alfredo Vieira*

Quando chegamos a Garanhuns, fomos morar na Rua Santo Antônio em ampla casa, pertencente a D. Maria Dilletiere, viúva do Sr. Nicolau Dilletiere, do alto comércio de Garanhuns. D. Maria, assumiu os negócios do  seu marido, na casa comercial, que ficava no princípio da Rua do Cajueiro, onde eu ia pagar sempre os aluguéis de nossa casa, cujo preço era 20$000 (vinte mil réis) mensais.

A nossa casa era bastante grande: duas salas, uma servindo de escritório, e outra de visitas, quatro quartos, corredor, cozinha, quarto de empregada e sanitário no fim do quintal. Nossos vizinhos eram, do lado esquerdo D. Engrácia e sua genitora, D. Ludovina Guimarães, irmã e mãe do comerciante Bernardino Ferreira Guimarães, proprietário do "Grande Armazém das 10 Portas". A casa de D. Engrácia tinha no seu quintal um  jardim muito bem cuidado, onde predominavam muito bem cuidado, onde predominavam avencas e amores perfeitos. Logo em seguida vinha a casa de Dr. Ivo Rangel, "doublê" de dentista e diretor da Companhia de Melhoramentos de Garanhuns. Do lado direito, ficava a casa comercial de Sebastião Pacheco, armazém de tecidos em grosso; a residência da família Valença, a casa de Pedro carneiro Leão Sobrinho e o seu consultório, a residência do Prof. Luís Brasil e o  seu cartório.

Menino ainda, bastante vivo para a minha idade, era assíduo frequentador dos vizinhos, em verdade todos amigos de nossa família. A rua Santo Antônio, quando ali moramos até 1928, não era calçada. havia defronte de nossa casa uma frondosa "Cajarana", cujos frutos eram disputados a pedradas pelos meninos da redondeza. A rua era bem larga, e era o  centro por excelência, de todas as atividades sociais, sobretudo pelas famílias ali residentes: D. Lindú Brasileiro, e seus filhos; D. Maria Dilletiere e seus filhos Angelina, Carmen, Miquelina e Duda; Antonio Brasileiro, família Leitão, família Caldas, família Grossi, cuja chefe era a Sra. D. Raquel; família Felinto Velho, D. Júlia Brasileiro (Agente do Correio), Antonio Pedrosa e família, Godofredo do Rego Barros e família, família Ernesto Dourado, família Viana de Siqueira, família Fausto Lemos e Palácio do Bispo. Todas estas residências ficavam na parte em que se iniciava a Rua 13 de Maio, até o Hotel Familiar, e o sítio do Sr. João carneiro, já nas vizinhanças da Catedral de Garanhuns. Se a memória não me falha, estas eram as famílias que moravam nas proximidades da nossa casa.

Anos depois, tudo ficou mudado. As famílias foram vindo para o  Recife, outras fizeram suas casas modernas no bairro do Heliópolis (Arraial), onde o espírito empreendedor de José Maria Dourado (Pipe), na intimidade, fez construir uma nova cidade.

Esta, uma lembrança muito pessoas de Garanhuns do meu tempo.

*Jornalista, escritor, historiador e advogado | Garanhuns do Meu Tempo | Ano 1981.

Espiritismo

Dr. Raimundo de Moraes
Raimundo de Moraes*

O principal objetivo  da Doutrina Espírita Cristã, não é apenas  divulgar os diferentes ensinamentos do Cristo, mas despertar na humanidade o interesse de  elevar os seus pensamentos em sentido puramente espiritual. Por  isso, os nossos Espíritos dispõem, integralmente, de um direito de  origem divina que é o Livre Arbítrio. Contudo, o livre modo de pensar, não quer dizer que essa liberdade continua um  licenciamento eterno, exatamente por que existe um tempo pré-determinado para  a nossa estadia aqui na Terra, portanto somente devemos emprega-lo naquilo que se prende ao aprimoramento do nosso Espírito.

Considerando-se que  a nossa temporada, nesse planeta, no período da presente reencarnação, é realmente passageira, não nos permitindo prever o instante em  que ocorrerá a nossa passagem para o Além, é justo que somente nos amparemos à sombra do Livre Arbítrio, no sentido de encontrar-mos o plano real da  perfeição espiritual. A morte, ou seja o conhecido fenômeno da desencarnação, como sabemos, não seleciona indivíduos, pouco se lhe importando as posições econômicas ou sociais,  que desfrutam nesta vida, pouco se lhe importando também os valores culturais, científicos,  artísticos ou sentimentos, ou ainda pendores poéticos e musicais, dos  quais sejam portadores, quando chega a hora exata da partida para o  Mundo da Espiritualidade. O que importa realmente é que às determinações divinas sejam cumpridas tal, conforme preceitua a Lei da Predestinação. E uma vez que não é permitido prever-se a hora exata do desencarne - seja a hora da morte - cabe à criatura humana tomar o necessário cuidado, preparando-se para o encontro com a outra vida, no Mundo da Espiritualidade. Não se tendo como certo, também a maneira de como se efetivará nossa transferência para o outro mundo, convém que meditemos sobre esse fenômeno.

Sabe-se todavia que  as almas ao desprenderem-se da matéria, que é o nosso corpo, seguirão conforme está escrito para o espaço sideral. Os corpos porém oferecendo-nos diferentes aspectos, retornam em decomposição, ao  seio da Terra, porque veio do Pó e nele se  tornará, a fim de alimentar outras vidas, mesmo que sejam as vidas vegetais. A morte poderá ocorrer através das lutas pessoais e nos combates das perigosas e desumanas guerrilhas, onde um triste conceito de orgulho e de inveja predomina. Através das  obsessões, onde se observe a ação dos Espíritos atrasados, os suicídios se realizarem. Nos leitos, onde o sofrimento desperta a arrependimento para uma reconciliação com DEUS. Registra-se o desencarne de varias modalidades contanto que a ignorância prevalece. 

*Médico, jornalista, cronista, historiador e politico | Garanhuns, 10 de Junho de 1978.

História de Garanhuns

Dr. José Mariano
Dr. José Mariano - José Mariano Carneiro da Cunha era filho legítimo do tenente-coronel Mariano Xavier Carneiro da Cunha, de tradicional família pernambucana. Nasceu em 8 de agosto de 1850, no engenho Caxangá que pertenceu ao município de Gameleira, hoje situado no de Ribeirão, cujo território foi desmembrado daquele em 1929. Ao engenho aludido, transformado depois em usina, fica anexo o povoado do mesmo nome o qual já  elevado a vila e sede do 3º distrito municipal, teve em 1938 a denominação substituída para José Mariano, como homenagem póstuma ao seu eminente filho.

Matriculando-se, José Mariano, aos 16 anos de idade, na Faculdade de Direito do Recife, formou-se em 1870, tendo por companheiros de turma, entre outros, os Drs. Joaquim Nabuco, Ulisses Viana, Sancho de Barros Pimentel, Herculano Bandeira, José Marcelino de Souza, os quais tiveram posição proeminente na vida pública: o primeiro,  notável diplomata e  abolicionista excelso, os demais presidentes de províncias e  governadores, os dois últimos dos Estados de Pernambuco e da Bahia.

Filiando-se ao Partido Liberal, o nóvel bacharel fundava, em 1872, A Província, como órgão do partido, redatoriada por intelectuais e políticos do quilate de Epaminondas de Melo, Ulisses Viana, Aprígio Guimarães, Costa Ribeiro, Maximiano Lopes Machado.

Homem público, dispondo de sólida influência, foi,  reiterada vezes, deputado no regime monárquico, ingressando no  Congresso Federal na 1ª representação de 1891 a 1894.

Ainda no Império, já consagrado tribuno, distinguiu-se como propagandista ardoroso das ideias liberais "com a alma insuflada nas lições de civismo e o calor do famoso Frei Caneca", igualmente retemperada no liberalismo acrisolado de Epaminondas de Melo, seu companheiro, mestre e amigo.

José Mariano, no dizer de um seu biógrafo, era a reminiscência e ressureição do legendário Nunes Machado, esse tribuno cujo verbo arrastava a onda popular, sendo ao mesmo tempo protótipo de homem de bem, intrépido e abnegado.

Nabuco, o denodado combatente abolicionista, qualificou José mariano de chefe local do abolicionismo e o mais popular dos pernambucanos vivos.

Em artigo, o escritor Câmara Cascudo diz que o valoroso democrata governou, quase meio século, a popularidade do Recife.

No Teatro Santa Isabel, o maior palco tribunício de Pernambuco, ressoou muitas vezes, sob delirantes aplausos, a voz do grande orador. No tradicional teatro realizou, em 1896, uma  de suas últimas conferências, recebendo estrondosas aclamações.

Companheiro de João Ramos na atuação do legendário "Clube dos Cupins", que tinha por lema destruir sem rumor, cujo significado não era outro: dar escapula aos escravos, libertando-os clandestinamente do jugo do senhorio. Dedicada auxiliar do esposo, D. Olegário Gama Carneiro da Cunha teve parte saliente na humanitária cruzada. Alma boa e caritativa, D. Olegarinha era chamada a mãe do povo

Também participou da campanha emancipadora com bastante relevo, D.  Leonor Porto, outro coração abnegado e infatigável lutadora a prol da causa que devotamente abraçou.

No solar de José mariano, no Poço da Panela - fato digno de registro - recolhera-se 70 escravos fugitivos, os quais, não obstante a vigilância policial, escaparam-se, alta noite, pelos fundos da casa, à margem do Capibaribe, daí embarcando todos para o Ceará, província no momento já libertada cruel escravidão. Os foragidos foram recrutados nas senzalas do Barão de Muribeca (Dr. Manuel Francisco de Paula  Cavalcanti de Albuquerque).

No ano de 1870, José Mariano foi eleito, em disputa memorável, deputado pelo 2º distrito ao mesmo tempo que o seu  irmão na crença política, Nabuco, o era pelo 1º distrito, enfrentando o conselheiro Machado Portela e, em seguida, pelo 5º após a anulação de pleito anterior. Oposicionistas à situação Conservadora, venceram ambos de modo espetacular, os candidatos amparados oficialmente, não sem desencanto para os escravocratas.

Vitoriosa a causa da abolição, José Mariano, espírito arraigadamente liberal, no mesmo ano (1888), fez, perante os seus amigos profissão de fé republicana.

Rebentando, no início da República, a revolta da Armada contra a ditadura Floriano Peixoto, o Dr. José Mariano aderiu à mesma, sendo preso e remetido para a Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, onde curtiu 6 longos meses de prisão.

Mesmo assim, ausente e sob custódia, foi eleito deputado pelo eleitorado recifense com apreciável maioria.

Em 1895, veio ao Estado natal com o fim de colocar uma  grinalda no túmulo do seu amigo e companheiro Dr. José Maria, outro espírito de combatividade tenacíssima, assassinado em um colégio eleitoral do Recife, fato de grande repercussão no Estado, aliás no País. Nesse mesmo ano, o incansável político lançou pela a A Província um repto de honra aos adversários sobre a derrota do Barão de Contendas na eleição de senador federal na qual foi eleito o conselheiro Rosa e Silva. Detinha, então, a chefia do Partido Autonomista, em campo optou ao republicano orientado pelo referido conselheiro. No decurso do ano em referência, deu-se funda divergência no seio do partido, sendo dissidentes o barão de Caiará (Dr. Augusto de Souza leão), Drs. João  de Siqueira, João Elíseo, Francisco Apolônio Jorge, Tomaz de Carvalho e general Colíope de Melo.

No momento do revés curtia o Dr. José Mariano prolongado e fatigante ostracismo.

A despeito da atitude de combate desenvolvida na Concentração (1899-1900), jornal bravamente dirigido pelos Drs. Faelante da Câmara,  Artur Orlando e Gervásio Fioravante, pouco depois pelo Correio do Recife (1903-1910), fundado pelo Barão de Lucena que, já aliado a José Mariano, constituíam forte baluarte partidário - tudo foi improfícuo ante a resistência oposta, depositária de todos os trunfos.

Durante longa fase os partidos tiveram epítetos: a princípio violão e deletério, este lorota quando da aliança Lucena, aquele marreta na queda do rosismo. Para a facção decaída o  apelido adquiria maior ressonância.

No nosso município eram partidários de irrestrita solidariedade à corrente marianista, o major Sátiro Leite, coronéis André Bezerra, Tenório de Carvalho, José Alexandre Correia de Melo, Malaquias Batista, Drs. Caraciolo de Freitas, Antônio Freire, Benjamin Caraciolo, capitães José Cavalcanti de Carvalho, Augusto Caraciolo, Severiano Rodrigues Jatobá, Manuel Rodrigues Galindo, Rufino de Melo e Silva, tabelião Eduardo Antunes de Albuquerque Melo, além de outros elementos também valiosos. Em todas as residências dos adeptos do Dr. José Mariano ostentava-se, aposto, o retrato deste, significado testemunho de dedicação ao chefe.

De 1889 a 1912 esteve o valoroso pernambucano ausente do Parlamento por lhe não ter sido possível voltar ao mesmo dentro do regime eleitoral de então, intitulado do bico de pena. Assim, pois, foi impelido a transferir a residência para a capital da República, onde conseguiu a nomeação de Oficial do Registro de Títulos, cargo vantajosamente rendoso. Exaltado partidário do general Dantas Barreto ao governo do Estado, foi, após a transformação política, eleito para a Câmara Federal, demorando ligeiramente ali, pois a 6 de junho de 1912 falecia no Rio de Janeiro, aos 62 anos de idade. O Cardeal Arcebispo D. Joaquim Arcoverde ministrou-lhe, nos últimos momentos, o conforto da Religião.

No dizer de Sebastião Galvão, conquistara o Dr. José  Mariano entre os seus conterrâneos  o mais intenso prestígio de popularidade e por isso mesmo desapareceu no túmulo coberto de lágrimas e das bênçãos de todos.

A chegada do corpo e inumação no Cemitério de Santo Amaro verificou-se verdadeira apoteose. O cadáver veio embalsamado e os funerais realizaram-se à custa do Estado.

Deixou publicado o seguinte: Discurso pronunciado na  Câmara dos Deputados, 155 páginas, 1880, - Contestação ao conselheiro Teodoro Machado Freire Pereira da Silva e legitimidade do diploma à Assembleia Nacional ao Sr. deputado José Mariano e refutação por este apresentada, 1881. - Carta Política ao eleitorado, 1892. - A Tragédia de Pernambuco (no "Jornal do Commercio", do Rio, 1895) sobre o assassinato do  diretor da "A província", Dr. José Maria de Albuquerque Melo.

Fonte: Texto transcrito do livro Ruas de Pesqueira - Obras Completas Volume 3 | José de Almeida Maciel | Coleção Tempo Municipal | Centro de Estudos de História Municipal.

Créditos da foto: Acervo Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ), FR-01530; fotógrafo: A. Ducasble, Recife.

Seara Espírita

Distorcendo a verdade, tentando dessa maneira impossibilitar o êxito das pesquisas, os inimigos do Espiritismo estão a quem dos conhecimento...